No âmbito do plano de atividades para o presente ano letivo, os alunos do 4º e 5º Grau da disciplina de Prática Vocal do Conservatório de Música de Ourém e Fátima realizaram, no dia 14 de Dezembro, uma visita de estudo ao Teatro Camões, em Lisboa, para assistirem à ópera “O Gato das Bostas” do compositor catalão Xavier Montsalvatge, que teve a sua estreia em 1948 em Barcelona, foi gravada para CD em 2006 e levada até Nova Iorque no ano de 2010.
“O Gato das Botas” é uma ópera para crianças e adultos que se inspira na ópera clássica e que tem como princípio a história do gato que, devido à sua astúcia e a muitos malabarismos, tenta enriquecer e casar, a todo o custo, o seu dono com uma princesa. Apesar de pelo meio aparecer o malvado Ogre, tudo acaba em bem. Ao longo de toda a ópera vivem-se brilhantes peripécias num cenário fantástico com figurinos deslumbrantes, feitos pela conhecida designer de moda “Agatha Ruiz de la Prada”. A Orquestra Sinfónica Portuguesa acompanhou todas as cenas desta ópera onde Ana Franco vestia a pele de “Gato”, João Meirino o papel de “Moleiro”; o “Rei” estava representado pelo ator Diogo Oliveira, a Princesa era a atriz Lara Fernandes e o temido Ogre o ator João Oliveira. As 3 coelhas que tiveram um papel fulcral para todo o desenrolar da história, eram as atrizes Ana Sofia Carneiro, Mónica Almeida e Kim Potthost.
Esta produção teve como encenador Emílio Sagi, com desenhos e luz de José Luís Canales e contou com cerca de meia centena de pessoas na produção.
Depois de cerca de 50 minutos de espetáculo, os alunos do Conservatório tiveram o privilégio de privarem com os atores principais desta peça e de lhes fazerem algumas questões sobre o percurso profissional de cada um. Destacam-se as respostas do ator João Oliveira, no papel de Ogre, e do ator Diogo Oliveira no papel de Rei que disseram aos alunos do Conservatório que foram obrigados a frequentar o coro e aulas de canto das respetivas escolas, sob pena de serem expulsos. A atriz que interpretava o papel de Gata, Ana Franco afirmou que este papel foi sem dúvida o que mais gostou de fazer até ao momento.
Depois de algumas perguntas e curiosidades, os alunos do Conservatório de Música puderam tirar fotografias e pedir autógrafos. Esta foi, sem dúvida, uma visita de estudo muito enriquecedora para todos os alunos que constataram que, para iniciar uma carreira musical há um grande caminho a percorrer e que, por vezes, nesse percurso é preciso fazer coisas de que se gosta menos.